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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Experimento poético



Ao meio dia
I
Ao meio dia
Sentada a sombra das árvores
Contemplava a paisagem
Observava as crianças a brincarem
Os passarinhos a voarem
E pensava
Já fui criança
Sim, já fui um dia
Só não sei se foi ao meio dia
II
Ao meio dia
 O sol brilhava
E o céu olhava
Sim, olhava para mim
 E enviava-me em enigma
A mensagem
Daquilo que por espelho não via
O recado que do céu descia
III
Que queria o céu dizer-me
Com aquilo que por enigma enviava-me
Pensava
Que depois do meio-dia
O sol parava de brilhar
As crianças cessavam de brincar
E os pássaros de voar
E o céu dizia-me novamente
Lá vem a meia-noite
Já não podes contemplar,
Observar,
Olhar as paisagens
Nem as crianças a brincar

Experimento poético



Professora
I
Professora
Mãe, mestra
Mãe, exemplo
Mãe guia
Mãe, espelho
Mãe, disciplina
Mãe, modelo
II
Ensina e corrige
Ama e perdoa
Dá e não recebe
Amamenta e não bebe
III
Vê o além
Vê o que vem
Vê o futuro
E tira de apuros
Mas quem a recompensará?
Quem?
Não precisa de recompensa
Já a recebeu quando se tornou professora
Só isso?
Não
O prazer de ensinar
O prazer de educar
O modelo representado
O futuro projetado
Eis a recompensa
III
Tem um coração maior do que o mundo
 Tem um coração de mãe grande e profundo
É mãe duas vezes
Três, quatro… mil
É sempre mãe
Num, ambiente infantil
É ser professora

Frase do dia

 É uma biblioteca que  arde quando um velho morre.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Frase do dia

Quem não luta pelo que sonha não merece o que deseja.


O meu experimento poético

A Mário Ruoppolo
I
Alma sensível
Olhos que não viam
Alma sensível
Olhos que começam a ver
II
Alma sensível
Tens o poeta como herói
És herói como poeta.
Amas e vês que dói
Se na conquista
Precisares de um poeta
e de seu poema.
III
Alma sensível
Olhos que viram
Mãos que escreveram
a beleza da Itália
a grandeza de tua ilha.
IV
Alma sensível
Olhos que viram
Coração que amou.
Do amor nasceu
Pablito, que não conheceu.
És o valente pai que morreu.
V
Alma sensível
que com as tristes redes
trabalhava.
Ao lado do pai com quem morava
Na ilha de humildes
Humildes com
Almas sensíveis.
(Jessica Bandeira)