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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Pensava na vida

Pensava na vida
No dia da minha vinda
Olhava para o céu
Tão quente e tão claro
Que nem era meu
Era céu dos cearenses
Que em poema de harmonia
Rimava com guineenses
Santomenses e timorenses
Pensava no sol quente
No ar sem vento
No tempo sem gente
Pensava nos moçambicanos e cabo-verdianos
A terra dos cearenses, tão quente tão fria
Já não estava na minha mente
Mas no meu coração que ganhou a redenção

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