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segunda-feira, 20 de junho de 2016

                       Resumo do capitulo 3 da obra compreendendo a leitura de Frank Smith


SMITH, FRANK. Compreendendo a leitura: uma análise psicolinguística da leitura e do apreender a ler / Frank Smith; trad. Daise Batista. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.

            É importante salientar, ainda no início, que este capitulo de livro aborda a questão da Informação e Experiência, o autor começa falando que a informação reduz a incerteza. Quando essa incerteza é reduzida o leitor ou observador, ou ouvinte é levado a tomar uma decisão. A informação pode ser medida, mas a compreensão não, ela não possui dimensão ou peso, ela não é oposto a incerteza, mas sim confusão. A compreensão não significa que toda a incerteza foi eliminada.
            No que diz respeito a erros e ruídos, Smith diz que, a compreensão não vem com uma garantia incondicional. A maneira como entendemos algo agora pode provar ser inapropriada mais tarde. O que pode ser compreensível para um, pode não ser para outro. O que é informação é informação para você, pode não ser para mim. Ele diz ainda que ruído é um termo técnico para um sinal ou uma mensagem que não transmite informação, não pode ser facilmente ignorado, não é uma ausência de informação, mas ao contrário, uma distração que pode aumentar a incerteza.
            O Autor diz que com relação a relatividade da informação e da compreensão, o que é chamado de informação nem sempre pode ser medido. Os fatos são chamados de informação, mas a qualidade de informação dos fatos depende do conhecimento anterior da pessoa que a recebe. Por outro lado, a informação que somente serve para confundir a mente é, na verdade, ruído. A informação existe somente quando reduz a incerteza, que é relativamente ao conhecimento e finalidade do indivíduo que a recebe. E a compreensão também depende daquilo que os indivíduos já sabem e necessitam ou desejam saber.
            Este capitulo nos informa que a redundância existe sempre que a mesma informação está disponível em mais de uma fonte, quando as mesmas alternativas podem ser eliminadas em mais de um modo. Não existe qualquer utilidade da redundância no texto se não reflete algo que o leitor já sabe, quer envolvendo a estrutura visual, ortográfica, sintática ou semântica da linguagem escrita. A redundância representa a informação que você não precisa, uma vez que já a possui.

            Quanto a limite de utilidade da informação, o texto nos mostra que: “quanto mais lutamos para evitar o erro, menores são as probabilidades de estarmos certos. Sempre temos uma opção para o quanto estaremos errados.”  Nesse contexto entra a noção de critérios, sendo a quantidade de informação de que os indivíduos necessitam antes de chegarem a uma decisão. Quando mais frequentemente você deseja estar certo, mais você deve tolerar o fato de estar errado. O autor termina o capitulo falando das duas razões fundamentais para a leitura. Fala também da mal utilização da palavra “informação”.

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