SMITH, FRANK. Compreendendo
a leitura: uma análise psicolinguística da leitura e do apreender a ler / Frank
Smith; trad. Daise Batista. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.
É
importante salientar, ainda no início, que este capitulo de livro aborda a
questão da Informação e Experiência, o autor começa falando que a informação
reduz a incerteza. Quando essa incerteza é reduzida o leitor ou observador, ou
ouvinte é levado a tomar uma decisão. A informação pode ser medida, mas a
compreensão não, ela não possui dimensão ou peso, ela não é oposto a incerteza,
mas sim confusão. A compreensão não significa que toda a incerteza foi
eliminada.
No
que diz respeito a erros e ruídos, Smith diz que, a compreensão não vem com uma
garantia incondicional. A maneira como entendemos algo agora pode provar ser
inapropriada mais tarde. O que pode ser compreensível para um, pode não ser
para outro. O que é informação é informação para você, pode não ser para mim.
Ele diz ainda que ruído é um termo técnico para um sinal ou uma mensagem que
não transmite informação, não pode ser facilmente ignorado, não é uma ausência
de informação, mas ao contrário, uma distração que pode aumentar a incerteza.
O
Autor diz que com relação a relatividade da informação e da compreensão, o que
é chamado de informação nem sempre pode ser medido. Os fatos são chamados de
informação, mas a qualidade de informação dos fatos depende do conhecimento
anterior da pessoa que a recebe. Por outro lado, a informação que somente serve
para confundir a mente é, na verdade, ruído. A informação existe somente quando
reduz a incerteza, que é relativamente ao conhecimento e finalidade do
indivíduo que a recebe. E a compreensão também depende daquilo que os
indivíduos já sabem e necessitam ou desejam saber.
Este
capitulo nos informa que a redundância existe sempre que a mesma informação
está disponível em mais de uma fonte, quando as mesmas alternativas podem ser
eliminadas em mais de um modo. Não existe qualquer utilidade da redundância no
texto se não reflete algo que o leitor já sabe, quer envolvendo a estrutura
visual, ortográfica, sintática ou semântica da linguagem escrita. A redundância
representa a informação que você não precisa, uma vez que já a possui.
Quanto
a limite de utilidade da informação, o texto nos mostra que: “quanto mais
lutamos para evitar o erro, menores são as probabilidades de estarmos certos.
Sempre temos uma opção para o quanto estaremos errados.” Nesse contexto entra a noção de critérios, sendo
a quantidade de informação de que os indivíduos necessitam antes de chegarem a
uma decisão. Quando mais frequentemente você deseja estar certo, mais você deve
tolerar o fato de estar errado. O autor termina o capitulo falando das duas
razões fundamentais para a leitura. Fala também da mal utilização da palavra
“informação”.
Sem comentários:
Enviar um comentário